Conservação e Restauro 1

Conservação e Restauro
5 ECTS; 1º Ano, 2º Semestre, 15,0 T + 60,0 PL + 3,0 OT

Docente(s)
- Fernando Manuel Conceição Costa

Pré-requisitos
Não aplicável

Objetivos
Capacidades de: Observação, análise e diagnóstico preliminar à intervenção;
Pesquisa gráfica, fotográfica e bibliográfica, como meios auxiliares e complementares; Produção de documentação alusiva à obra a intervencionar, quer na definição de critérios e justificação dos tratamentos a efetuar.

Programa
Componente Teórica
1. Degradação Natural da Pedra
1.1. Alteração Química
1.2. Alteração Física

2. A degradação da pedra em obra
2.1. A acão da biodegradação
2.2. Os efeitos do gelo e dos sais solúveis
2.3. Os efeitos das variações térmicas

3. Os efeitos da poluição atmosférica
3.1. Os efeitos da poluição atmosférica ? Efeito químico

4. Biodeterioração
4.1. Plantas superiores
4.2. Fungos e Líquenes
4.3. Algas
4.4. Bactérias

5. Patologias e formas de degradação de materiais pétreos
5.1. Terminologia
5.2. Identificação e caracterização
5.3. Exemplos

6. Alguns conceitos usados em conservação do património
6.1. Conservação
6.2. Manutenção
6.3. Reparação
6.4. Restauro
6.5. Reabilitação
6.6. Reconstrução

7. Intervenção em materiais pétreos
7.1. Colheita de amostras
7.2. Análise mineralógico-petrográfica
7.3. Análises químicas
7.4. Análises biológicas

8. A Limpeza (Métodos e técnicas de limpeza de materiais pétreos)
8.1. Limpeza mecânica
8.2. Limpeza com água nebulizada ou atomizada
8.3. Limpeza com aparelho ultrassónico
8.4. Limpeza com micro-jacto-abrasivo
8.5. Limpeza química
8.6. Limpeza com recurso à utilização de pastas e argilas especiais
8.7. Limpeza com recurso à utilização de pastas ou pachos
8.8. Limpeza com recurso ao LASER
8.9. Desinfestação, plantas superiores, algas, musgos e líquenes

9. Consolidação
9.1. Testes de eficácia; nocividade e durabilidade.
9.2. Métodos de aplicação de consolidantes

10. Colagens
10.1. Adesivos estruturais
10.2. Adesivos não estruturais
10.3. Espigões de reforço

11. O preenchimento de lacunas ou ?estucagem?
11.1. Ligantes orgânicos e inorgânicos
11.2. Agregados
11.3. A cor

12. Proteção/hidrofugação
12.1. Características dos hidrofugantes
12.2. Técnicas de aplicação

Componente Prática

1. Introdução às causas de alteração de materiais pétreos
1.1. Causas de alteração climático-ambientais
1.2. Causas de alteração devido a agentes biológicos
1.3. Causas de alteração devido a ação humana

2. Identificação/caracterização de patologias/formas de degradação
2.1. Enquadramento das diferentes patologias
2.2. Registo fotográfico
2.3. Tratamento da informação

3. Metodologia
3.1. Observação, análise e diagnóstico
3.2. Preenchimento de fichas técnicas
3.3. ?Determinação química e mineralógica do tipo de rocha?
3.4. Discussão e planeamento do tipo de intervenções
3.5. Definição de critérios de intervenção
3.6. Propostas de tratamento
3.7. Escolha dos materiais
3.8. Documentação: registo gráfico, fotográfico, etc.

4. Limpeza
4.1. A escolha dos métodos e técnicas
4.2. Testes e ensaios
4.3. Escolha dos produtos a utilizar
4.4. Limpeza mecânica
4.5. Limpeza química
4.6. Outros

5. Estabilização
5.1. A extração de sais
5.2. Métodos
5.3. Pré-fixação
5.4. Fixação
5.5. Pré-consolidação
5.6. Consolidação
5.7. Técnicas e produtos

6. Restauro
6.1. O reforço estrutural
6.2. Colagens
6.3. Preenchimento e reconstituição

Metodologia de avaliação
Avaliação contínua: desempenho prático, relatório técnico e frequência escrita. Avaliação final: exame escrito.

Bibliografia
- IPPAR, M. (1996). Cartas e Convenções Internacionais. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
- L, A. (2001). As rochas dos monumentos portugueses ? tipologias e patologias. (Vol. II). Lisboa: Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
- L, A. (2001). As rochas dos monumentos portugueses ? tipologias e patologias. (Vol. I). Lisboa: Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
- AIRES-BARROS, L. (1991). Alteração e Alterabilidade das rochas. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica; Centro de Petrologia e Geoquímica da Universidade Técnica de Lisboa

Método de interação
Aulas teóricas expositivas e aulas práticas laboratoriais onde os alunos são chamados a executar diagnósticos, metodologias a aplicar e ainda, intervenções de conservação e restauro em contexto real.

Software utilizado nas aulas
Não aplicável