História 1

Conservação e Restauro
ECTS; º Ano, , 0,0 T + 0,0 PL + 0,0 TP + 0,0 P + 0,0 TC + 0,0 S + 0,0 E + 0,0 OT + 0,0 O

Docente(s)

Pré-requisitos
Não aplicável.

Objetivos
Compreensão das matrizes e traços fundamentais da pré-história à civilização medieval, conhecimento de algumas fontes históricas, identificação de lugares, personagens, referências religiosas e eventos com relevância para as manifestações artísticas com que o conservador-restaurado se defronta.

Programa
INTRODUÇÃO:
1. A linha do tempo: Eventos marcantes limitadores de épocas da pré-história à época medieval.
2. Conceito de Pré-História, Proto-História e História

PARTE I
A PRÉ E A PROTO-HISTÓRIA
1. A Pré-História ? a base do desenvolvimento humano
1.1.Os primeiros comportamentos humanos económicos e sociais e a sua transmutação para a cultura material.
1.2.Os primeiros cultos e rituais, percepções, praxis e contextos.
1.3.As primeiras sociedades produtoras, as novas tecnologias, objetos e estruturas.
1.4.As primeiras sociedades metalúrgicas, o uso de novos materiais, ideologias e relações.
2. A Proto-história
2.1.A vida em sociedade na proto-história peninsular.
2.2.Implicações sociais e culturais com a romanização.
3. Objetos, Monumentos e Estruturas na P.Ibérico ? alguns exemplos de conservação e restauro.

PARTE II
AS SOCIEDADES PRÉ-CLÁSSICAS e a CONQUISTA DO MEDITERRÂNEO ? influências culturais na P.Ibérica
4. O Egipto: Cultura, Vida e Sociedade
5. Os Sumérios, Assírios e Babilónios
6. Fenícios e Cartagineses

PARTE III
ANTIGUIDADE CLÁSSICA
7. Grécia, uma nova forma de estar e fazer
7.1.Cultura Material, Comportamentos, Instituições e Sociedade
7.2.A Época da Grécia Clássica (c.490-337a.C.)
7.3.O Mundo Helenístico e o seu Progressivo Confronto com Roma (333-séc.I a.C.)
8. Roma
8.1 Cultura Material, Comportamentos, Instituições e Sociedade
8.2 Romanização da Península Ibérica
9. Sítios Arqueológicos, vias e outros vestígios presentes no Património Português
10. Objetos, Monumentos e Estruturas e exemplos de conservação

PARTE IV.
A EUROPA NA IDADE MÉDIA (476-1453)
1. Os marcos cronológicos: critérios e controvérsias;
2. A Alta Idade Média (Séc.V a VIII):
2.1. A gradual desagregação do Ocidente e os novos elementos, associados aos contributos específicos dos povos bárbaros;
2.2. As alterações nas doutrinas políticas: da conjugação de princípios das civilizações clássicas com perspectivas judaico-cristãs, integradas desde a oficialização do cristianismo no Império, aos primórdios do agostinianismo político;
2.3. O advento do Islão e as novas questões geoestratégicas.

3. A Média Idade Média (séc.IX a XI):
3.1. O advento do império carolíngio, no ano de 800, e o seu significado;
3.2. O renascimento carolíngio, das letras e das artes;
3.3. O surgimento do conceito de Cristandade e seu impacto nas doutrinas políticas europeias;
3.4. A Reforma de Gregório VII, no séc.XI, e os seus resultados políticos: o confronto com o imperador Henrique IV e a afirmação do poder do papa sobre os dos reis e imperadores; a génese de novas doutrinas políticas: o auge do agostinianismo político e os primórdios da Respublica Christiana;
3.5. O expansionismo turco a partir do século XI e o início das Cruzadas; as suas vastas consequências; a relação do mesmo com a criação, pelos papas, de uma rede feudal de vassalos régios.

4. A Baixa Idade Média (séc.XII a XV)
A. Os Séculos XII e XIII
4.1. O surto urbano do século XII: as transformações na economia e sociedade;
4.2. A nova civilização urbana: as alterações na organização do espaço e das comunidades, os novos valores e as suas marcas sobre as artes e a cultura;
4.3. O ensino: as escolas do século XII e a sua evolução para as Universidades;
4.4. O rasgar de novos horizontes intelectuais: a evolução do pensamento e da filosofia; o advento do racionalismo e as controvérsias do século XII com a escola tradicionalista; humanismo, classicismo e escolas empíricas; o século XIII e os seus contributos: o destaque de Tomás de Aquino;
4.5. A evolução das instituições políticas: a afirmação das monarquias; o papel do Sacro Império Romano-Germânico; o auge do poder pontifício nos séculos XII e XIII;
4.6. A repercussão do novo cenário das instituições nas doutrinas políticas: a recuperação de Aristóteles e de outros autores clássicos; a recuperação do Direito romano e a sua aplicação ao Império, às monarquias e à Igreja; o papel dos legistas na estruturação dos aparelhos de Estado desde o século XII;
4.7. Revoltas e rupturas sociais: rebeliões e heresias; o destaque de cátaros e valdenses, entre outros grupos; o surgimento das ordens mendicantes e o seu papel na alteração da sociedade, da cultura, do ensino e da arte;
4.8. A barreira islâmica no Mediterrâneo e o acesso da Europa a regiões longínquas através de viagens de mercadores e missionários: a dos irmãos Pólo e a importância do Livro das Maravilhas de Marco Pólo; os relatos de missionários mendicantes, especialmente franciscanos, sobre a China, Índia e Extremo-Oriente.

B. Os Séculos XIV e XV:
4.9. O acelerar da crise ? o declínio do poder pontifício e a afirmação dos poderes civis (as monarquias e do Império); a questão entre Bonifácio VIII e Filipe IV, o Belo e os seus efeitos na transferência da sede pontifícia para Avinhão;
4.10. O peso dos factos na génese de novas doutrinas políticas: a defesa do poder imperial em Dante; a apologia do poder monárquico por João de Paris; a contestação do Papado em Marsílio de Pádua e João de Janduno; o peso das novas ideias nos novos factos que constituíram o tempo do Grande Cisma.

Metodologia de avaliação
Duas frequência (50% cada), nas quais é necessário obter a média de 10 valores.
Exame final escrito (100%), no qual é exigível a classificação mínima de 10. Um trabalho extra de melhoria (voluntario) pode permitir a soma de 1 valor.

Bibliografia
- LARCHER, F. (2012). O Mundo ocidental sob a crescente inspiração cristã (313-1453). Tomar: Edição do Autor

Método de interação
Aulas expositivas com discussão e análise dos conteúdos do curso.

Software utilizado nas aulas
Elearning - plataforma de disponibilização de conteúdos.