Arte e Cultura I

Mestrado em Conservação e Restauro
ECTS; º Ano, , 0,0 T + 0,0 PL + 0,0 TP + 0,0 P + 0,0 TC + 0,0 S + 0,0 E + 0,0 OT + 0,0 O

Docente(s)

Pré-requisitos
Não aplicável

Objetivos
Compreender e caracterizar a evolução sequencial da grande narrativa da Arte Ocidental, desde as origens até à Época Moderna, partindo do estudo da matriz cultural determinante (ética e estética) que lhe subjaz.
Recolher e tratar informação científica complexa em contexto histórico e artístico.

Programa
I I? Introdução à Teoria e História da Arte
1.1 - Origens da Estética, da História de Arte e da Crítica de Arte.
1.2 ? Criação artística e juízo estético: valor artístico e valor estético.
1.3 ? Os diferentes sectores artísticos: as técnicas artísticas.
2 - A situação actual da História de Arte-Ciência.
2.1 ? O papel do historiador de arte na preservação e divulgação patrimonial.
3 - A abordagem ao objecto artístico.
3.1 - O estatuto da obra de arte e sua evolução.
3.2 - O conceito de obra-prima.
4 ? A interpretação da obra de arte (análise formal e simbólica)
4.1 ? A "cripto-história de Arte" como proposta de renovação teórica.
4.2 ? A "trans-memória" das imagens.
II-A Antiguidade Clássica: a mitologia e a obra de arte
1 ? Ética e Estética na Civilização Greco-Romana (Platão, Aristóteles, Plotino).
2 ? A Civilização Grega
2.1 - A arte ao serviço da Cultura.
2.2 ? A importância das noções de ?ordem? e de ?cânone?.
2.3 ? A pintura como imitação mítica de uma realidade imaginária
3? A Civilização Romana
3.1 - A arte ao serviço do poder político.
3.2 - O aparecimento da tratadística. O De Architectura de Marco Lúcio Vitrúvio
III-A Idade Média:um mundo de símbolos.
1 ? Arte e Beleza na Estética Medieval. O Belo como Luz.
2 ? A arte ao serviço da Religião.
3 ? A natureza simbólica e alegórica do objecto artístico.
3.1 ? A obra de arte como «Bíblia figurativa».
4 ? O carácter oficinal e anónimo do trabalho artístico.
5 ? A Arte Românica e a Arte Gótica como reflexo do «divino».
5.1 ? Deus como "unicus et elegans architectus"
5.2 ? A subalternidade da escultura e da pintura face à arquitectura.
5.3 ? O estatuto divino da imagem pintada
6 - A realidade cultural e artística em Portugal nos finais da Idade Média.
6.1 - A obra de arte como reflexo da unidade político-cultural do reino.A mentalidade e a cultura.
6.1.1 - O enquadramento cultural das novas formas artísticas: as concepções religiosas, a moral e os costumes.
6.1.2 ? Os fundamentos da cultura nacional. A cultura das elites e o aparecimento das primeiras Escolas.

IV-A Idade Moderna.O Renascimento como teoria da imagem artística ocidental.
1 ? Os novos conceitos de obra de arte e de belo. A emergência do conceito de «bela-arte».
2 ? A perspectiva científica.
3 ? Proporção, harmonia e reabilitação das ordens clássicas na arquitectura.
4 ? A consagração da tratadística e o seu desenvolvimento.
5 ? A imagem artística e o poder político, social e religioso.
5.1 - A importância da ekphrasis.
5.2 ? A imagem como narrativa visual.
5.3 ? A difusão da gravura
6 ? O papel do mecenato.
7 - O novo estatuto social do artista.

V-A mentalidade e a cultura portuguesa no dealbar da Época Moderna.
1- A abertura ao Classicismo
1.1? A importância de Cataldo Parísio Sículo na introdução do Humanismo em Portugal.
1.2 - A "Geração de Quinhentos" e a Modernidade.
1.2.1 - O erasmismo na renovação cultural portuguesa.
1.2.2 - A reforma das instituições de ensino.
2 - Originalidade e marginalidade do Humanismo português.
2.1 - O desenvolvimento científico à margem do saber instituído.
2.2 ? O desenvolvimento literário. A literatura de viagens.
VI-A nova conjuntura artística em Portugal
1 - Portugal imperial e a época áurea das empreitadas artísticas.
1.1 ? A essência do Manuelino. A ideologia imperial e o mito do Emanuel.
1.2 - A simbólica manuelina e a celebração do Poder.
1.3 - A importância das alegorias e da micro-iconografia.

Metodologia de avaliação
Os alunos inscritos em regime ordinário estão obrigados à presença de 2/3 das aulas teórico-práticas para serem admitidos à avaliação, que constará de:
componente teórico-prática-20%
componente teórica-80%-trabalho de investigação escrito e oral

Bibliografia
- Argan, G. (1988). História e Crítica de Arte. Lisboa: Estampa
- Hauser, H. (1989). História Social da Arte e da Cultura. (Vol. I,II,III). Lisboa: Vega/Estante

Método de interação
Aulas teóricas e aulas teórico-práticas onde a partir da análise de obras de arte e interpretação de textos coevos, se procura fazer o enquadramento cultural e artístico das questões em análise.
Apoio tutorial.
Visitas de estudo

Software utilizado nas aulas
Não aplicável