Arte e Arqueologia da Proto-História Peninsular

 

Mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre, Publicação em Diário da República - Despacho nº 17071/2009 - 23/07/2009

3 ECTS; 1º Ano, Anual, 7,0 T + 12,0 TC + 8,0 S

Docente(s)
- Fernando Augusto Rodrigues Coimbra

Pré-requisitos
Não aplicável

Objetivos
1 - Compreender o que é a Arqueoacústica.

2 - Conhecer contributos da Arqueoacústica no estudo da Arte Pré-histórica.
2.1 - Identificar representações de instrumentos musicais em arte rupestre.
2.2 - Analisar cenas de dança em arte rupestre e as suas problemáticas.

3 - Analisar as origens da música.
3.1 - Identificar objectos produtores de som do Paleolítico.
3.2 - Conhecer os primeiros instrumentos musicais construídos intencionalmente.

4 - Conhecer fenómenos acústicos em monumentos megalíticos e seus reflexos na arte.
4.1 - Compreender a arte megalítica como possível representação sonora.

Programa
1 Breve introdução à Arqueoacústica.
1.1 Trabalhos pioneiros
1.2 Desenvolvimento da investigação
1.3 Acústica e intencionalidade na Pré-história

2 Paisagens sonoras no Paleolítico
2.1 Artefactos para comunicação (rombos e apitos)
2.2 Objectos de carácter musical (flautas, litófonos e idiofones)
2.3 Origens da música e comportamento musical primitivo
2.3.1 A voz e o corpo humano nas origens da música (vocalizações, bater de palmas)
2.3.2 Primeiros instrumentos musicais construídos intencionalmente
2.3.3 As flautas aurinhacenses do vale do Jura. As flautas de Isturitz

3 O contributo da Arqueoacústica no estudo da Arte Pré-histórica
3.1 Reverberação em grutas e localização de arte parietal
3.2 O som socialmente organizado e sua influência na arte megalítica
3.2.1 O Hipogeu de Hal Saflieni (Malta)
3.2.2 Os monumentos megalíticos das Ilhas Britânicas

4 Arqueoacústica e arte rupestre pós-paleolítica
4.1 A vida sedentária e a multiplicação de instrumentos musicais
4.2 Cenas de música e de dança em arte rupestre
4.3 Instrumentos musicais em arte rupestre
4.4 Cenas de dança em arte rupestre. Problemáticas de interpretação

Metodologia de avaliação
Os alunos serão avaliados através da realização de um pequeno relatório de cerca de 1000 palavras, sobre qualquer um dos conteúdos leccionados nas aulas. A avaliação incide não só no relatório produzido, mas também na participação nas aulas e interesse demonstrado pelos conteúdos programáticos por parte dos discentes. A elaboração do relatório visa ainda habilitar os alunos para a preparação de futuras publicações.

Bibliografia
- Coimbra, F. (2018). Archaeology, Archaeoacoustics and Early Musical Behaviour. (pp. 13-21). Myakka City: Old Temples Study Foundation
- Diaz-Andreu, M. e Matioli, T. (2019). Rock Art, music and acoustics: a global overview. (pp. 503-528). Oxford: Oxford University Press
- Cross, I. e Watson, A. (2006). Acoustics and the Human Experience of Socially-organized Sound. (pp. 107-116). Cambridge: McDonald Institute for Archaeological Research
- Scarre, C. (2006). – Sound, Place and Space: Towards an Archaeology of Acoustics. (pp. 1-10). Cambridge: McDonald Institute for Archaeological Research

Método de interação
Utilização de PowerPoint, apresentando-se a investigação científica mais relevante e actualizada relativamente à área temática. Recurso a exemplos e artigos significativos, visando estimular o interesse dos alunos e a sua participação nas aulas.

Software utilizado nas aulas
PowerPoint e Plataforma TEAMS