Incêndios urbanos, florestais e industriais

TeSP - Segurança e Proteção Civil, Publicação em Diário da República - Aviso nº 13406/2016 - 31/10/2016

5 ECTS; 2º Ano, 1º Semestre, 30,0 PL + 30,0 TP

Docente(s)
- Maria de Lurdes Belgas da Costa
- Rodrigo Emanuel Branco Bertelo

Pré-requisitos
Não aplicável

Objetivos
1.Conhecer as medidas de prevenção para incêndios urbanos, industriais e florestais;2.Conhecer e compreender a especificidade dos incêndios em edifícios;3.Avaliar o risco de incêndio em edifícios; 4. Conhecer as estratégias do combate a incêndios 6. Conhecer e aplicar medidas de controlo de incêndio

Programa
1.Introdução
A importância da segurança ao incêndio em edifícios
Dados sobre alguns incêndios em edifício
Aspetos a considerar para a segurança ao incêndio em edifícios:
- Arquitetónicos
- De engenharia civil
- Instalações Técnicas
- Ventilação e controlo de fumos
2.Caraterísticas físicas e químicas do fogo
2.1. A combustão e os produtos resultantes
Conceitos gerais
Combustão de sólidos, gases e líquidos inflamáveis
Comburentes
Produtos resultantes da combustão
3.Dinâmica do fogo e agentes de extinção
3.1. Transmissão do calor: Condução, Convecção e Radiação
3.2. Desenvolvimento de incêndios no interior dos edifícios
Fases de desenvolvimento de um incêndio
Poder calorífico e carga de incêndio
Forma de propagação do fogo no interior do edifício
3.3. Reação ao fogo dos produtos de construção e resistência ao fogo de elementos de construção
4. Combate e controlo de incêndios
5. Segurança frente ao fogo
5.1. O movimento de pessoas e a evacuação de edifícios
Conceitos relacionados com a evacuação de edifícios
Fatores condicionantes do movimento das pessoas
Recomendações genéricas sobre caminhos de evacuação
5.2. O controlo de fumo em edifícios
Processos de controlo e caraterísticas gerais das instalações
Princípios gerais do controlo de fumos: efeito de impulsão; efeito de chaminé; efeito da expansão térmica; efeito da ação do vento
Caraterísticas gerais das instalações do controlo de fumos
5.3. Instalações hidráulicas para extinção de incêndios em edifícios:
Colunas secas e colunas húmidas
Sistemas amados com mangueiras semirrígidas
Meios e processos de extinção
Sistemas automáticos de extinção por água e com outros agentes extintores
6.A regulamentação de segurança contra o fogo em edifícios
6.1.Risco de incêndio em edifícios e a segurança nas instalações técnicas de um edifício
6.2. Deteção, alarme e alerta
Conceitos consagrados na normalização
Constituição de um sistema automático de deteção de incêndio (SADI)
Tipos de detetores de incêndio
Meios de alarme, alerta e sinalização
Conceção e funcionamento de um SADI
6.3.Meios de intervenção dos edifícios e sinalização de segurança
Sinalização e iluminação de emergência
Dimensionamento da iluminação
Localização da sinalização e da iluminação
6.4. Análise do RSCIE
7. Prevenção de incêndios urbanos, industriais e florestais
7.1. Análise do risco de incêndio em edifícios
Método de Gretener
Método ARICA2019
Breve referência a outros métodos
8. Casos de estudo. Os incêndios em Portugal

2ª Parte
1. Início e Propagação do Fogo
Fogo Florestal; Uso do Fogo;
2. Fatores que afetam o Comportamento dos Incêndios Florestais: Combustível; Condições Meteorológicas; Relevo;
3. Comportamento dos Incêndios Florestais
Fenómenos físicos que descrevem o comportamento dos incêndios;
A dinâmica do incêndio florestal;
Principais tipos de propagação do incêndio florestal;
Observação de colunas de fumo;
Interação dos diversos fatores;
4. Segurança no Combate a Incêndios Florestais
Triângulo de segurança; Regras básicas de segurança;
A aptidão física, nutrição e hidratação nos incêndios florestais;
Efeitos do fumo e da inalação do CO;
Equipamento de proteção individual;
Regras gerais de segurança; Regras gerais de segurança com veículos;
18 Situações que gritam Perigo;
10 Normas de Segurança;
LACES;
Fire Shelter.
5. Combate aos Incêndios Florestais
Agentes extintores;
Meios de extinção terrestres e meios aéreos;
Partes do incêndio florestal;
Marcha Geral das Operações; Pontos de situação;
Métodos e Táticas de combate;
Sistema de Gestão de Operações (SGO)
6. Introdução à Leitura de Cartas Militares à Escala 1:25000
Margens e legendas; Escalas; Distâncias e declives; Cálculo de declives; Cota, altitude, curva de nível;
Representação do relevo pelo método das curvas de nível;
Formas de relevo/orografia;
Geodesia; Direções de referência; Coordenadas UTM;
7. Procedimentos de Comunicações
Gestão das Redes de Comunicações de Emergência/Proteção Civil;
Redes de Comunicação de emergência da ANPC;
SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

Metodologia de avaliação
A avaliação consiste num teste escrito (50%) em que os estudantes deverão obter classificação superior a 9,5 valores e em dois trabalhos práticos (50%). Um dos trabalho consta na aplicação do RSCIE e de uma metodologia de avaliação do risco de incêndio a um edifício. O outro trabalho insere-se no âmbito dos incêndios florestais. Os trabalhos são de entrega obrigatória em todos os momentos de avaliação. A classificação final da U.C. é a que resultar da média ponderada entre a prova escrita e os trabalhos.

Bibliografia
- Castro, A. (2004). Combate a Incendios Urbanos e Industriais. Sintra: Escola Nacional de Bombeiros
- Leca Coelho, A. (2010). Incendios em Edifi­cios. Lisboa: Orion
- Angle, J. (2008). Firefighting stategies and tactics. Albany: Delmar Thomson Learning
- Lei nº 123/2019 - RT-SCIE.(2019, 18 de outubro). Diario da Republica,

Método de interação
Aulas expositivas para apresentação dos conteúdos teóricos. Apresentação de casos que favorecem a intervenção crítica dos alunos. Realização de trabalho práticos.(Aplicação do RSCIE e Avaliação do risco de incêndio a um edifícios).Visitas de estudo.

Software utilizado nas aulas
ARICA2019