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GID - Gabinete de Apoio a Actividades ID&I

Factos

Esta secção apresenta dicas para auxiliar a preparação de candidaturas a projetos, considerando o público-alvo e a consulta de pares enquanto elementos-chave na construção da ideia a desenvolver. Embora o enfoque seja em propostas de submissões, particularmente nas ciências, muitas destas dicas podem aplicar-se a pedidos de bolsas de estudo ou a propostas de dissertação.

Dicas gerais:

  • Não negligencie fatores externos à investigação propriamente dita (i.e., a escolha de colaboradores e a disseminação de resultados), pois tal poderá significar que uma proposta cientificamente sólida, baseada em ideias inovadoras e excitantes, não venha a ser financiada;
  • Considere o seu público (primeiro os/as seus/suas revisores/as), obtenha feedback dos seus pares e destaque os seus sucessos.

 

Aquando da elaboração de uma candidatura a financiamento, os/as investigadores/as normalmente preocupam-se em enfatizar e vertente científica. No entanto, contrariamente ao que se espera, a investigação (publicada, planeada ou preliminar) não é o único aspeto a ser considerado na elaboração da proposta a submeter. Se os fatores, viabilidade, novidade e implicações, para além da investigação em si, forem negligenciados, uma proposta, mesmo que baseada em ideias novas e excitantes poderá não ser financiada.

 

O público

O público que vai ler a proposta é um painel de avaliadores/as que a apreciará em nome da agência de financiamento. Estes/as revisores/as, muitas vezes, não são peritos/as na área específica da proposta. Por isso deve-se definir explicitamente todos os termos técnicos, explicar claramente os seus métodos e fornecer um fundamento completo para a questão de pesquisa. Embora os/as avaliadores/as possam ser de outras áreas que não a de quem submete a candidatura, eles/as são investigadores/as inteligentes, daí que se deva evitar a simplificação excessiva, mantendo a clareza. A legibilidade, tanto em termos de formatação (estilo, tamanho legível do tipo de letra, margens, etc.…) como de redação (evitar o jargão em excesso), aumenta o profissionalismo da sua proposta e a probabilidade de ser seriamente considerada na avaliação.

Uma vez que os/as revisores/as lidam com quantidades substanciais de propostas, é natural que se tornem leitores/as seletivos/as, interessados/as em reduzir rapidamente a pilha de candidaturas. Assim, deve-se elaborar cuidadosamente o resumo (se aplicável), que pode ser a primeira, a principal, e/ou a única secção que os/as revisores/as leem de facto, pelo que vai servir de bitola para toda a proposta. Além disso, deve-se verificar minuciosamente as instruções, bem como respeitar a missão e as diretrizes da agência de financiamento, uma vez que um erro ou omissão de informação poderá justificar a rejeição da candidatura.

Para garantir que todos os requisitos são tratados, é aconselhável manter uma lista de itens a fazer que se vão verificando à medida que se vai produzindo o texto da candidatura. De uma forma geral, todas as candidaturas apresentam diretrizes específicas, pelo que é conveniente consultar vastas vezes o site da agência de financiamento, contactar os técnicos da mesma e comunicar com o Gabinete de Apoio a Atividades de Investigação & Desenvolvimento (GID). As formas adicionais de adequar a proposta às exigências da respetiva agência de financiamento, são a integração de palavras-chave relativas à missão e instruções (i.e., "impacto mais amplo") à medida que se vai redigindo a propostas e se vai percebendo as preferências da agência. Algumas agências favorecem a ciência básica em vez da ciência aplicada, já outras acolhem ambas as possibilidades.

Por fim, há que considerar os/as revisores/as não só como leitores/as não especializados/as e seletivos/as, mas também como pessoas que pretendem gerir o volume trabalho que têm em mãos de forma célere o que, por vezes, conduz a olvidamentos. Assim sendo, há que reiterar pontos e objetivos principais, argumentando ou sublinhando a hipótese. Ao mesmo tempo, o enfoque nas experiências mais significativas e relevantes dos/as autores/as ajudará os/as avaliadores/as a compreenderem rapidamente o valor do trabalho proposto.

Os pares

Os pares são uma preciosa fonte de informação e de fundamentação. Deve solicitar-se a opinião a colegas com frequência, ainda que, numa fase inicial, a única componente produzida seja o resumo. Os/as investigadores/as seniores que já se tenham candidatado com sucesso ao mesmo financiamento podem avaliar se o conteúdo, organização e estilo da proposta são ou estão adequados. É também conveniente comunicar com o GID ou consultar as bases de dados das agências de financiamento, para identificar antigos/as beneficiários/as de projetos na sua instituição e em outras. Ademais, os/as investigadores/as de áreas que não as mesmas dos/as proponentes podem fornecer uma perspetiva não especializada sobre a clareza da proposta, auxiliando assim na preparação do trabalho para revisão formal.

 

Os/as investigadores/as

O grande objetivo na elaboração de propostas de subvenção é demonstrar que se está bem preparado para atingir os objetivos específicos. Portanto, para além de delinear a pesquisa, deve-se destacar a aptidão dos/as investigadores/as independentes para o projeto que propõe. Por exemplo, convém incluir referências a publicações que já tenham feito mencionando, em paralelo, a singularidade da competência técnica num método específico, e descrevendo abordagens alternativas que demonstrem a capacidade de lidar com obstáculos e resultados inesperados, recorrendo, se necessário, a linguagem assertiva. Os/as novos/as investigadores/as também podem detalhar o financiamento de arranque e diferenciar o seu foco de investigação daquele que foi o do seu/ua consultor/a de pós-doutoramento ou de Doutoramento para assim se destacarem e asseverarem o júri de que são investigadores/as independentes capazes.

Um indicador adicional e convincente disto mesmo é a capacidade de definir objetivos claros, que refletem conhecimento sobre o tópico de pesquisa, bem como familiaridade e versatilidade no processo de pesquisa. Assim, os objetivos devem ser diretamente relevantes e viáveis para a hipótese, mas também independentes, pois caso um não seja bem-sucedido, os outros ainda podem ser perseguidos. Um objetivo de alto risco, se incluído, deve ser precedido de objetivos claramente exequíveis.

 

Esperamos que este texto tenha iluminado considerações importantes na elaboração de propostas a preparar. Caso permaneça alguma dúvida, por favor envie-nos um e-mail para gid.geral@ipt.pt .

Boa sorte com a sua proposta!

 

 
 
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