Mulheres na Ciência - Professora Alexandra Figueiredo

 

Para assinalar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Instituto Politécnico de Tomar conta com a Professora Alexandra Figueiredo a representar esta classe tão extensa de investigadoras portuguesas que, a par com outros rostos femininos, figura desde 2016, na exposição realizada em homenagem às mulheres cientistas portuguesas, em destaque no Pavilhão do Conhecimento. Foi uma das primeiras 100 cientistas a integrar o grupo que marca o forte contributo feminino para o progresso da Ciência e Tecnologia nacionais.

Como refere Alexandra Figueiredo, Arqueóloga e nossa Professora “durante muito tempo, as mulheres ficaram na sombra do véu dos grandes desenvolvimentos tecnológicos ou científicos. Sem grande valorização ou reconhecimento pouco se espelharam na participação da construção do pensamento crítico e evolutivo. Contudo historiadores do estudo do género tem assumido o seu papel fundamental, se não decisivo, em algumas das questões mais pertinentes da construção e conhecimento atual. Hoje, ultrapassando barreiras ideológicas e até culturais, as mulheres podem-se assumir como são: Rostos de contribuição para o mundo. Mas ainda existe um caminho a percorrer, a nossa capacidade de intervenção deu um grande salto desde a altura das primeiras manifestações, mas tal situação, no que se refere à igualdade da oportunidade no género ainda necessita trilhar o seu percurso para que seja efetivo” completou. Nesta ótica acentua que “as mentalidades precisam de olhar a mulher, não pelo seu papel de relação familiar, mas pela sua capacidade construtiva profissional”, e nesse sentido defende “que o que vivemos, as experiências que se registam por esse mundo fora nos dizem, que muitos passos ainda têm de ser dados”.

Estamos noutros tempos, mas o mundo não caminha da mesma forma. Esperemos que relembrar este dia, possa servir como um desses passos e, pouco a pouco, reforce a valorização do papel da mulher na nossa sociedade. Este é o nosso pequeno contributo.

Que em poucas letras, nesta leitura, se ouça o grito feminino na luta pela igualdade de oportunidades e de valorização profissional.

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