DESIGNAÇÃO DO PROJETO: INDEEd - Regulação da qualidade do ar interior através da utilização de argamassas ecoeficientes
CÓDIGO DO PROJETO: LISBOA-01-0145-FEDER-023349; CENTRO-01-0145-FEDER-023349
OBJETIVO PRINCIPAL: Compreender a natureza dos poluentes do ar interior e desenvolver materiais com a capacidade de captar estes mesmos poluentes, reduzindo a sua concentração no ar, ao mesmo tempo que regulam as condições de temperatura e humidade relativa, é de extrema importância. Assim, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento de estratégias na construção, reduzir a exposição humana a agentes poluentes agressivos com risco para a saúde e monitorizar a melhoria das condições interiores de conforto em Portugal, propõe-se o desenvolvimento e a aplicação de argamassas de revestimento interior eco eficientes. O projeto tem assim por principal objetivo desenvolver e avaliar a capacidade que estas argamassas vão ter na regulação da qualidade do ar interior. Estas argamassas são particularmente vocacionadas para aplicação em locais públicos (elevada taxa de ocupação e maior complexidade comparativamente à construção corrente): escolas, creches, hospitais, centros de saúde, entre outros.
REGIÃO DE INTERVENÇÃO: Lisboa e Centro
ENTIDADES BENEFICIÁRIAS PO Regional Lisboa: Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (promotor) , Instituto Politécnico de Setúbal (co-promotor), Universidade Nova de Lisboa (co-promotor).
ENTIDADES BENEFICIÁRIAS PO Regional Centro: Instituto Politécnico de Tomar (co-promotor), Aldeias de Pedra – Construções, Unipessoal, Lda. (co-promotor)
DATA DE APROVAÇÃO: fevereiro de 2018
DATA DE INÍCIO: 19/03/2018
DATA DE CONCLUSÃO: 17/09/2019
CUSTO TOTAL ELEGÍVEL: 10.500 EUR (CENTRO2020); 139.439,65 EUR (LISBOA2020)
APOIO FINANCEIRO DA UNIÃO EUROPEIA: 8.793,75 EUR (CENTRO2020); 55.775,86 EUR
APOIO FINANCEIRO PÚBLICO/REGIONAL: 0 EUR
OBJETIVOS, ATIVIDADES E RESULTADOS ESPERADOS/ATINGIDOS:
Em meados do seculo XX identificou-se o Síndrome do Edifício Doente associado a uma série de queixas e desconforto ambiental sentido por parte dos ocupantes dos edifícios, e com propensão para o desenvolvimento de diversas doenças e perturbações mais ou menos graves naqueles que os utilizam. Embora as técnicas construtivas nos edifícios tenham evoluído, melhorando o conforto genérico dos seus ocupantes, no que respeita à qualidade do ar interior esta foi reduzida devido às características da construção, materiais utilizados, tipo de ocupação e sistemas de aquecimento, arrefecimento e de ventilação utilizados. A qualidade do ar interior tem sido referida como um dos principais riscos ambientais para a saúde pública. Está estudado que, em muitas circunstâncias, o nível de poluição no interior dos edifícios pode atingir valores 2 a 5 vezes superiores ao do ar exterior. É ainda de salientar que, nas sociedades contemporâneas, as pessoas tendem a passar a maioria do seu tempo dentro dos edifícios, comparativamente ao tempo que passam no exterior.
Compreender a natureza dos poluentes do ar interior e desenvolver materiais com a capacidade de captar estes mesmos poluentes, reduzindo a sua concentração no ar, ao mesmo tempo que regulam as condições de temperatura e humidade relativa, é de extrema importância. Assim, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento de estratégias na construção, reduzir a exposição humana a agentes poluentes agressivos com risco para a saúde e monitorizar a melhoria das condições interiores de conforto em Portugal, propõe-se o desenvolvimento e a aplicação de argamassas de revestimento interior eco eficientes. O projeto tem assim por principal objetivo desenvolver e avaliar a capacidade que estas argamassas vão ter na regulação da qualidade do ar interior, ao mesmo tempo que poderão contribuir para melhorar o desempenho térmico dos edifícios. Pretende-se assim desenvolver argamassas de terra com a incorporação de resíduos de cortiça que regulem a concentração de poluentes presentes no ar interior superior ao das argamassas de revestimento correntes utilizadas na construção contemporânea. Os poluentes objeto deste estudo são: partículas de aerossóis (PM10 e PM2,5), dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), ozono (O3) e compostos orgânicos voláteis (COVs), tais como formaldeído e os BTEX (acrónimo que dá nome ao grupo de compostos formado pelos hidrocarbonetos: benzeno, tolueno, etil-benzeno e os xilenos). Estas argamassas são particularmente vocacionadas para aplicação em locais públicos: escolas, creches, hospitais, centros de saúde, entre outros. A escolha destes locais públicos torna-se relevante devido ao facto de nestes edifícios, por regra geral, apresentarem uma elevada taxa de ocupação e maior complexidade comparativamente à construção corrente, e nem todos apresentarem sistemas, ativos ou passivos, eficazes de renovação do ar.

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