Laboratório de Arqueologia e Conservação do Património Subaquático

Actividades


Atualmente 2019-2023 encontra-se a desenvolver os seguintes projetos:

- Projeto plurianual de 4 anos - Projeto CARACA - Carta Arqueológica das Caldas da Rainha (Acompanhamento dos trabalhos em https://www.facebook.com/CaldasRainha.CARACA/)
- Projeto plurianual de 4 anos - Projeto MEDICE - Memórias e Dinâmicas e Cenários da Pré-história à Época Medieval (Acompanhamento dos trabalhos em https://www.facebook.com/LabACPS/)
- Projeto plurianual Brasil - Identificação do naufrágio conhecido como "BARCO do ACARAÚ" (Fortaleza)
- Projeto Escola Azul - projeto de Educação Patrimonial - Património Subaquático -Literacia do Oceano e O oceano faz-nos falta.
- Projetos Ciência Viva .- jovens em Férias
- Apoio ao curso de Pós-graduação de Arqueologia Subaquática (Instituto Politécnico de Tomar)
- Apoio ao curso de Pós-graduação de Arqueologia, Gestão e Educação Patrimonial (Instituto Politécnico de Tomar)
- Apoio ao curso de Mestrado de Técnicas de Arqueologia
- Laboratório de apoio ao Centro de Geociências, Universidade Coimbra
- Laboratório de apoio ao curso de Mestrado de História, Património e Arqueologia, Universidade Autónoma de Lisboa

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Disseminação da informação

Ao longo dos 4 anos prevemos ainda desenvolver bi-anualmente um seminário científico dirigido à comunidade histórico-arqueológica, proporcionando a troca de informações, bem como a discussão dos resultados.

As mesas-redondas, palestras, ou outros meios de divulgação local também estão previstos, sobretudo relacionados ou a ocorrer em espaços informais como bibliotecas, escolas, espaços associativos ou até em cafés/bares da região. Associados a estas ações está pensado o desenvolvimento de diversos folhetos ilustrativos e explicativos sobre diversos temas sobre o património e sobre os trabalhos práticos desenvolvidos na região, nomeadamente será elaborado e publicado um roteiro/folheto, por ano, com informações acerca dos dados registados durante o projeto, divulgando o que sem vindo a fazer, sensibilizando a população para a temática histórico-arqueológica.

Para além desta disseminação esperamos cumprir objetivos de disseminação a nível nacional e internacional, quer pela apresentação de comunicações, quer pela publicação de artigos científicos.

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Descrição resumida dos projetos principais:

PIPA: MEDICE - área de intervenção Alvaiázere (Leiria). O projeto encontra-se aprovado pela DGPC - Projeto: Memórias, Dinâmicas e Cenários da Pré-história à Época Clássica.

Objetivos: Estudo e intervenção de diversos sítios arqueológicos registados no concelho de Alvaiázere, desde a pré-história à época romana. Entre os locais destacamos a cavidade Algar da Água (localizada na serra de Alvaiázere), que pela extraordinária potência estratigráfica e proximidade regional permitirá uma correta analogia com os dados simbólico-rituais registados dos trabalhos desenvolvidos no Complexo Megalítico de Rego da Murta, também realizados pela equipa de projeto. Assim, pretende-se com estes trabalhos buscar as diferenças e as semelhanças dos possíveis rituais presentes nos dois tipos de espaços/monumentos, bem como percecionar as praxis existentes na ocupação destes sítios. De salientar que os estudos desta cavidade permitiram destaca-la nas investigações da comunidade científica arqueológica, pois trata-se do único exemplar em cavidade que até ao momento possui arte rupestre filiforme atribuída à idade do ferro, sendo extraordinariamente relevante, para alem de todos os outros dados sobre a ocupação regional neste período para a compreensão da proto-história em Portugal.

PIPA: CARACA - área de intervenção Caldas da Rainha (Leiria). O projeto encontra-se aprovado pela DGPC - Projeto: Carta Arqueológica das Cladas da Rainha.

ObjetivosEstudo, pesquisa e desenvolvimento de uma carta arqueológica das Caldas da Rainha, projeto fundamental para o município no sentido da salvaguarda e valorização patrimonial desta região e compreensão dos impactos patrimoniais. A gestão do território de que os municípios são responsáveis, onde se integra a componente de análise patrimonial, só é possível se se atender aos diferentes elementos, nomeadamente o reconhecimento e localização das antigas áreas de ocupação, zonas já muito destruídas e algumas sem estruturas visíveis, bem como dos vestígios que estas guardam e que permitem reconstruir a história do concelho. A compreensão e o reconhecimento dos pontos de interesse e das zonas de maior ou menor viabilidade histórico-arqueológica garantirá uma melhor organização territorial, permitindo logo à partida a salvaguarda prévia e o desenvolvimento das melhores estratégias. O desenvolvimento deste trabalho culminará, no final, na publicação dos dados em livro e meio digital de acesso público, tendo já sido publicado dois livros: Moinhos das Caldas da Rainha e Lendas das Caldas da Rainha.

No que se refere à carta arqueológica, no início do projeto eram conhecidos 33 sítios atualmente já ultrapassados os 80 sítios inventariados.

Atividades de Educação Patrimonial - UM OLHAR AO HOMEM QUE VIVE DEBAIXO DO MAR 

A Escola Azul é um programa educativo que tem como missão promover a Literacia do Oceano em Portugal. Este programa nacional distingue e orienta as escolas portuguesas que trabalham nesse âmbito, criando uma comunidade de Literacia do Oceano, que aproxima escolas, professores, alunos, setor do mar, municípios, universidades e outras entidades com papel ativo na educação marinha. A Escola Azul tem ainda como missão integrar as diferentes ações de educação marinha desenvolvidas em Portugal numa estratégia única e integrada, capaz de envolver todos os atores em torno da promoção da literacia do oceano em Portugal. A Escola Azul, como programa educativo de literacia do oceano, segue as orientações da Estratégia Nacional para o Mar e da Estratégia Nacional para a Educação de Cidadania e está de acordo com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Segue os princípios orientadores da Literacia do Oceano ( EUA e UNESCO) e as recomendações previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) e 14 (Proteger a Vida Marinha) e 17 (trabalhar em parceria) da Organização das Nações Unidas.

Para alem da relação de parceria com a Escola Azul, no âmbito dos projetos de arqueologia presssupõem-se atividades de educação patrimonial, que estão intimamente relacionados com a difusão dos resultados inferidos pelo desenvolvimento dos mesmos. Esta função dupla permitirá um reconhecimento da comunidade no sentido da perceção do nosso trabalho e logo contribuirá para uma maior colaboração, que terá sempre um impacto positivo no sucesso dos projetos plurianuais, bem como garantirá uma maior formação cívica para a valorização deste e sua proteção. Iremos explorar dinâmicas de consciencialização na sociedade, criando estratégias diversas, que muitas poderão não estar previstas nas linhas seguintes, mas que poderão ir ao encontro da diversidade de elementos que caracterizam a sociedade, sejam aspetos das suas tradições, hábitos, e/ou conhecimentos sobre património. As atividades de educação patrimonial que consideramos desenvolver permitem criar processos ativos de conhecimento nas comunidades, permitindo a valorização da sua herança através de um melhor entendimento do passado e dos fatores que com eles estão relacionados. Este aumento de respeito e sensibilização garantirá uma sociedade mais justa e conhecedora do seu meio, capacitando-os para um melhor usufruto desses bens, e propiciando a construção e a produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural. É neste sentido que parte dos nossos esforços serão investidos em atividades de formação e educação local, que decorrerão ao longo dos 4 anos, serão expressos por folhetos, palestras, jornadas ou workshops, devidamente equacionados e elaborados conforme a faixa etária e os objetivos que se pretendem atingir com cada um.

O último projeto em que colabora é o Oceano faz-nos falta.

Participação em programas ativos jovens - Ciência Viva

Desenvolvimento de programas de trabalho de estágio em projetos científicos para a participação de jovens do 10º ao 12º ano. (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnologia), de forma a que os participantes conheçam a ciência da arqueologia e ao mesmo tempo sensibilizando-os para o património cultural.



 

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