Arte e Arqueologia da Proto-História Peninsular

Mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre
3 ECTS; 1º Ano, Anual, 7,0 T + 12,0 TC + 8,0 S

Docente(s)

Pré-requisitos
Não aplicável

Objetivos
Identificar a especificidade do povoamento e organização do território na Cultura Castreja.

Conhecer exemplos da arte arquitetónica e escultórica castreja.

Reunir competências de investigação em arte rupestre na área dos castros.

Abordar a importância do cavalo na hierarquização da sociedade celtibérica e seus reflexos na arte.

Conhecer os rituais funerários celtibéricos e suas representações artísticas.

Identificar a tipologia da arte rupestre incisa Pós-Paleolítica em Portugal e sua distribuição geográfica.

Indicar os principais sítios portugueses com este tipo de arte.

Referir paralelos além-fronteiras.

Explicar a problemática da cronologia da arte rupestre incisa Pós-Paleolítica.

Reunir competências de análise tipológica e cronológica deste tipo de arte.

Programa
1 – Culturas Proto-históricas do Norte-Centro da Península Ibérica
1.1 – A Cultura Castreja
1.1.1 – Origens, povoamento e organização do território.
1.1.2 – A Arte na Arquitectura e na Escultura Castreja.
1.1.3 – Arte rupestre na área dos povoados. Tipologia de motivos.

1.2 – Os Celtiberos
1.2.1 – Especificidades da Cultura Celtibérica e sua área de distribuição.
1.2.2 – A Importância do cavalo na hierarquização da sociedade. Representações artísticas.
1.2.3 – Rituais funerários e seus reflexos na arte.

2 – A arte rupestre incisa pós-paleolítica de Portugal num contexto europeu: semelhanças e diferenças
2.1 – Características da arte incisa em Portugal e sua distribuição geográfica.
2.2 – Principais sítios portugueses com este tipo de arte. Novas descobertas.
2.3 – Tipologia e paralelos além-fronteiras. Motivos inexistentes em Portugal.
2.4 – A importância de alguns exemplos da Península Ibérica para a discussão cronológica.
2.5 – Contributos da informática no estudo deste tipo de arte rupestre.
2.6 – A problemática da conservação.
2.7 – A interpretação. Metodologias.


Metodologia de avaliação
Os alunos serão avaliados através da realização de um pequeno relatório de cerca de 1000 palavras, sobre qualquer um dos conteúdos leccionados nas aulas. O prazo de entrega e os condicionalismos do trabalho em si são discutidos com os alunos. Estes serão avaliados não só pelo relatório produzido, mas também através da participação nas aulas e interesse demonstrado pelos conteúdos programáticos. A elaboração do relatório visa ainda habilitar os alunos para a preparação de futuras publicações.

Bibliografia
- Coimbra, F. (2013). RUPTEJO: Arqueologia Rupestre da Bacia do Tejo. Arte Rupestre da Idade do Bronze e da Idade do Ferro na Bacia Hidrográfica do Médio/Alto Tejo Português. Síntese descritiva. (pp. 1-163). Tomar: ARKEOS
- Coimbra, F. (2013). Common themes and regional identities in European Late Prehistoric filiform rock art. . (pp. 179-185). Capo di Ponte: Centro Camuno di Studi Preistorici
- Silva, A. (2007). A Cultura Castreja do Noroeste de Portugal. (Vol. 1). (pp. 13-314). Paços de Ferreira: Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins
- Images of Transition: the Ways of Death in Celtic Hispania.(2008, 31 de janeiro). Proceedings of the Prehistoric Society, pp. 53-68.

Método de interação
Utilização de PowerPoint, apresentando-se a investigação científica mais relevante e actualizada relativamente à área temática. Recurso a exemplos e artigos significativos, visando estimular o interesse dos alunos e a sua participação nas aulas.

Software utilizado nas aulas